Uma das coisas que mais me deixa intrigado é com o conceito de trabalho da vida moderna. Trabalhamos para ganhar dinheiro, para outra pessoa ganhar dinheiro, para ocupar o tempo, para sobreviver, por diversão etc. Alguns dizem que trabalhamos pois o trabalho nos dignifica (grande balela). O que importa é que trabalhamos, e  trabalhamos muito.

Praticamente todas as profissões da atualidade exigem um esforço beirando o limite suportado pelo ser humano, a minha  é inclusive citada em pesquisas como a mais estressante de todas (http://bit.ly/9kBLWq). É normal ouvirmos comentários de colegas do tipo: “estou trabalhando a 20 horas sem parar”, ou então: “já não tenho finais de semana a vários meses”. Férias então é um artigo que poucos podem se dar ao luxo.

Hora extra  já virou o arroz com feijão, mas não adianta pensar que isso significa que o empregado está ganhando muito dinheiro por isso. Depois da excepcional invenção do banco de horas, tudo o que você consegue fazer é compensar o esforço extra em outro dia. A questão é que esta oportunidade raramente aparece, e quando isso acontece o estrago de dias e noites ininterruptos de trabalho já está feito na sua vida e na sua saúde.

Para complicar um pouco mais, devido a maravilhosa carga tributária do nosso país, a pessoa tem que aceitar trabalhar como “PJ” ou similar para conseguir um salário um pouco melhor que a média do mercado. Para quem não conhece, “PJ” é a sigla de pessoa jurídica, ou seja, a pessoa está presentando serviços através da sua empresa muitas vezes deixando de ter as leis de trabalho ao seu lado, mas normalmente tendo que respeitar todas as normas de um funcionário CLT da empresa que está “contratando” seus serviços.

Stress, insônia, agressividade, alcoolismo, tabagismo, gastrite, cefaléia, cansaço, depressão… Mesmo a empresa pagando as horas extras, essas são palavras presentes no dia a dia dos trabalhadores modernos. Como já diziam os Titãs: o pulso ainda pulsa.

Para que viver muito se os anos vividos não podem ser aproveitados de uma maneira prazerosa? Será que trabalhar dessa maneira já virou sinônimo de prazer? Será que já somos todos workaholics?

Acredito que não, e não acho estranho vários desejarem ingressar no serviço público, afinal ele é o único que não exige este esforço sobre humano de trabalho e respeita as leis de trabalho existentes no Brasil.

É bom deixar bem claro que não estou defendendo os funcionários públicos que não fazem nada de produtivo no seu dia e ficam simplesmente mamando nas tetas dos pagadores de impostos da nossa nação. Estou defendendo o respeito as leis de trabalho e, principalmente, o direito do empregado ter uma vida fora do âmbito profissional.

Não por coincidência, estou escrevendo este artigo depois de um dia de mais de 12 horas de trabalho super puxado, tomando uma cerveja para tentar relaxar e ter pelo menos algumas horas de um provável sono leve, conturbado e nada revigorante…

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Como um eterno pensador da área de ciências exatas, resolvi compartilhar com o mundo alguns dos pensamentos (alguns absurdos) que tenho no meu dia a dia.

São pensamentos relacionados com situações que nos deparamos quase que diariamente, mas que podem tomar um rumo interessante se adicionarmos um pouco de criatividade e de racionalidade no seu desenvolvimento.

Qual seria o nome adequado para o blog então?

Precisava ser alguma coisa que refletisse bem este objetivo e logo pensei na palavra filosofia, que é o estudo de problemas fundamentais da existência por argumentos racionais, sem o peso da religião e sem a necessidade de métodos científicos por trás.

Como se tratam de pensamentos que não estão vinculados a valores religiosos e são relacionados com o meu dia a dia, chegamos facilmente a mais duas palavras que identificariam bem o blog: profano e cotidiano.

Unindo as três palavras: filosofana. Para finalizar, decidi substituir o primeiro F pelo PH, dando também um charme meio retrô para o nome final: PHILOSOFANA.

Como disse anteriormente, sou um profissional da área de exatas. Normalmente estou bastante ocupado com minhas atividades laborais mas tentarei escrever nos poucos momentos livres que conseguir.

Não espero (e nem quero) que tudo que eu escreva seja aceito por todos que lerem. Estarei aberto a discussões racionais, sem extremismos religiosos ou profanos.

Abraços a todos.

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